SUBVERSIVA
A poesia
Quando chega
Não respeita nada.
Nem pai nem mãe.
Quando ela chega
De qualquer de seus abismos
Desconhece o Estado e a Sociedade Civil
Infringe o Código de Águas
Relincha
Como puta
Nova
Em frente ao Palácio da Alvorada.
E só depois
Reconsidera: beija
Nos olhos os que ganham mal
Embala no colo
Os que têm sede de felicidade
E de justiça.
E promete incendiar o país.
“Ferreira Gullar”
quinta-feira, 29 de abril de 2010
BASTA UM SORRISO TEU
Basta um olhar
E o jeito que tens no andar
Para eu sentir que sem ti
Meus dias não serão mais os mesmos...
Eu sou assim
Apaixono-me por olhares
Por cheiros e por pequenos gestos
De carinho que me demonstrem amor...
Eu sou assim
Deslizo por olhares
Diluiu-me em cheiros bons
Deixo-me enlaçar por gestos...
E você é assim
Sabe conquistar sem tomar posse
Doa-se carinhosamente em silêncio
E me arrebata com apenas um sorriso...
Mário Feijó
30.03.10
Basta um olhar
E o jeito que tens no andar
Para eu sentir que sem ti
Meus dias não serão mais os mesmos...
Eu sou assim
Apaixono-me por olhares
Por cheiros e por pequenos gestos
De carinho que me demonstrem amor...
Eu sou assim
Deslizo por olhares
Diluiu-me em cheiros bons
Deixo-me enlaçar por gestos...
E você é assim
Sabe conquistar sem tomar posse
Doa-se carinhosamente em silêncio
E me arrebata com apenas um sorriso...
Mário Feijó
30.03.10
PAIXÃO POR COMPAIXÃO
Como se eu fosse
Somente um gato manhoso
Esgueirando-se pelo telhado
Fico à espreita a te procurar...
E tu como se fosse um rato
Parece que de mim foges
Escondendo-se por entre a relva
Ou no meio de ramagens...
Dois estranhos – dois seres diferentes –
Querendo mundos desiguais
Unidos por um mesmo sentimento
Mas isto não é o bastante para nós...
Não mais me assusto
Com a diversidade de nossos mundos
Entrego-me a ti por paixão
E tu por compaixão me queres...
Mário Feijó
29.04.10
Como se eu fosse
Somente um gato manhoso
Esgueirando-se pelo telhado
Fico à espreita a te procurar...
E tu como se fosse um rato
Parece que de mim foges
Escondendo-se por entre a relva
Ou no meio de ramagens...
Dois estranhos – dois seres diferentes –
Querendo mundos desiguais
Unidos por um mesmo sentimento
Mas isto não é o bastante para nós...
Não mais me assusto
Com a diversidade de nossos mundos
Entrego-me a ti por paixão
E tu por compaixão me queres...
Mário Feijó
29.04.10
PAIXÃO POR COMPAIXÃO
Como se eu fosse
Somente um gato manhoso
Esgueirando-se pelo telhado
Fico à espreita a te procurar...
E tu como se fosse um rato
Parece que de mim foges
Escondendo-se por entre a relva
Ou no meio de ramagens...
Dois estranhos – dois seres diferentes –
Querendo mundos desiguais
Unidos por um mesmo sentimento
Mas isto não é o bastante para nós...
Não mais me assusto
Com a diversidade de nossos mundos
Entrego-me a ti por paixão
E tu por compaixão me queres...
Mário Feijó
29.04.10
Como se eu fosse
Somente um gato manhoso
Esgueirando-se pelo telhado
Fico à espreita a te procurar...
E tu como se fosse um rato
Parece que de mim foges
Escondendo-se por entre a relva
Ou no meio de ramagens...
Dois estranhos – dois seres diferentes –
Querendo mundos desiguais
Unidos por um mesmo sentimento
Mas isto não é o bastante para nós...
Não mais me assusto
Com a diversidade de nossos mundos
Entrego-me a ti por paixão
E tu por compaixão me queres...
Mário Feijó
29.04.10
AMIGOS SÃO ETERNOS
Eu já tive muitos amores
Amigos não. Amigos são eternos
E quando a gente precisa
Quando a gente menos espera
Ele está lá. Com os braços abertos
Intimo, como se tivesse estado ontem
Presente em nossa vida...
E muitas vezes passaram-se anos
E quando a gente os encontra
É sempre um motivo de festa
É por isto que eu digo
Que os amigos são eternos
Os amores não...
Um amor quando termina
Pode ter sido a estória mais linda
Mas desaparece a intimidade
Desaparece a amizade que parecia existir...
Elas querem arrancar tudo deles
E eles acham que elas são prostitutas
Um parece querer destruir ao outro...
Amigos não querem nada de nós
Amam-nos com todos os nossos defeitos
E quando a gente precisa
Eles estão grudados em nosso peito...
Mário Feijó
03.04.10
Eu já tive muitos amores
Amigos não. Amigos são eternos
E quando a gente precisa
Quando a gente menos espera
Ele está lá. Com os braços abertos
Intimo, como se tivesse estado ontem
Presente em nossa vida...
E muitas vezes passaram-se anos
E quando a gente os encontra
É sempre um motivo de festa
É por isto que eu digo
Que os amigos são eternos
Os amores não...
Um amor quando termina
Pode ter sido a estória mais linda
Mas desaparece a intimidade
Desaparece a amizade que parecia existir...
Elas querem arrancar tudo deles
E eles acham que elas são prostitutas
Um parece querer destruir ao outro...
Amigos não querem nada de nós
Amam-nos com todos os nossos defeitos
E quando a gente precisa
Eles estão grudados em nosso peito...
Mário Feijó
03.04.10
UM SONHO FELIZ
Eu quase morri
No dia em que acordei
E percebi que não fazias
Mais parte da minha vida
Onde havia luz
Ficaram somente sombras
Onde havia cor
Ficaram tons amarelados de preto e branco
Eu queria viajar
Feito um sonho bom
E dançar contigo ao som
De um bolero de Ravel
Eu queria ver campos floridos
E mesmo em dias chuvosos
Correr contigo pelos pastos
Depois deitar cansado, esperar a chuva passar
Olhar o céu a procura dos astros...
Mário Feijó
31.03.10
Eu quase morri
No dia em que acordei
E percebi que não fazias
Mais parte da minha vida
Onde havia luz
Ficaram somente sombras
Onde havia cor
Ficaram tons amarelados de preto e branco
Eu queria viajar
Feito um sonho bom
E dançar contigo ao som
De um bolero de Ravel
Eu queria ver campos floridos
E mesmo em dias chuvosos
Correr contigo pelos pastos
Depois deitar cansado, esperar a chuva passar
Olhar o céu a procura dos astros...
Mário Feijó
31.03.10
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