quarta-feira, 7 de abril de 2010
DESONESTIDADE começa às vezes em casa..
Parabéns alunos e professores
Velho Chico
CARTA DE ANA CAROLINE
Carta de Ana Carolina de Oliveira
Hoje infelizmente entrei para a estatística das mães que perderam seus filhos, uma lista que parecia ser distante de minha realidade. Hoje a vivo diariamente e entendo o que é sentir essa dor. Uma dor profunda, infinita, um vazio eterno, insuperável. É difícil lidar com a morte, especialmente com a morte do ser que você gerou, carregou durante nove meses e não via a hora de ver o rostinho. Ela nasceu. Era minha estrela de luz, a minha Isabella, aquela que com certeza eu poderia chamar de MINHA. Minha filha, minha princesa, ou melhor... MINHA PRINCESS.
A partir deste momento tudo parou e passei a viver a outra vida, a vida de mãe. A maior dádiva que uma mulher pode ter é o prazer de se tornar mãe. Começou aí outra etapa da vida, a de cuidar, criar, ensinar a sorrir, andar, falar, ensinar a essência da vida para sempre fazer o bem. Posso me sentir vitoriosa por isso. Minha Isabella tinha qualidades inexplicáveis. Uma menina calma, doce, meiga, carinhosa, educada, que sabia falar um português corretíssimo (claro que com alguns ajustes no meio do caminho... rs), mas inteligente demais.
♥ Giovana
Continuaçã da carta...
Seu brinquedo preferido: jogo da memória. Esse ela dava um show de esperteza. Ganhava todas e, se algo desse errado, ela queria competir mais uma vez. Coisas de ariana.
Bem, mais isso lhe foi tirado, arrancado, jogado pela janela. O que fazer depois de perder tudo isso? Como continuar a vida?
Meus últimos dois anos não têm sido de muitas novidades. Acordo cedo para trabalhar e peço a Deus para me proteger e me dar forças. Quando vou me trocar, lembro que não tenho mais aquele rostinho preguiçoso, amassado e lindo para me dizer “Mamãe, você está linda”, ou “Mamãe, esta blusa não está combinando, você pode trocar?”. Aquela manha para pedir o ‘tetê’. Minha mãe também sente a cama vazia. Era lá que ela ia todas as manhãs continuar seu sono, pois disso ela gostava muito... dormir. Ensinar a fazer lição, dançar, ver filmes, mexer no computador, soletrar os sites (‘www’ ao invés de falar ‘ponto’ ela fala [sic] ‘conto’)...
À noite é o vazio de não ter ninguém para entrelaçar as pernas, dar banho, trocar, beijar, cheirar, apenas deitar e agradecer a Deus por mais um dia de vida e pedir para que minha filha esteja protegida, onde estiver – e agradecer também a oportunidade de ter me tornado mãe de uma menina tão iluminada e maravilhosa, um verdadeiro presente.
Os momentos sem ela e a vida sem ela são muito tristes, mas graças a Deus tenho meus sobrinhos, a Gigi, a Gabi, o João e a Marcella. Eu os amo demais e eles me dão a maior atenção do mundo.
♥ Giovana
Continuação da carta (2)
O João Vitor e a Gabriela são menores. Com isso, comentam menos. O João é todo molecão e gosta de brincar de Ben 10, essas coisas de menino. A Gabi é toda meiga, bastante parecida com a Isabella. Adora usar as roupas que eram da prima.
Meus pais e irmãos sofrem cada um a sua maneira. Cada um tem o seu modo de se expressar e viver o luto. Minha mãe, porque conviveu com ela todas as manhãs, cada dia que acorda lembra e revive os momentos. Durante muito tempo ficou com a imagem dela no hospital, morta, mas conversamos muito e trouxemos as melhores imagens dela novamente para nossas lembranças. Meu pai se jogou de cabeça no trabalho. Ele sofre um pouco mais calado. Visita o cemitério todos os fins de semana.
Meus irmãos sempre lembram dela com seus filhos: o Leonardo, por ser pai da Gigi e saber que, quando a leva para passear, as duas poderiam estar juntas, eram muito companheiras. O Felipe, pai da Gabi, é mais emotivo. Como ela lembra muito (Isabella) pelo jeito de ser, ele sempre chora de saudades.
Hoje continuo com a terapia, pois é lá que descarrego um pouco do peso que sinto. Não é fácil carregar esta falta. É mais difícil ainda lidar com o que a perda faz em nossa mente e em nosso coração. Para não cair de uma vez em um buraco sem fundo, eu fui logo procurar ajuda e me apoiar nas pessoas que estavam ao meu lado: pai, mãe, irmãos, tios, primos e amigos. Foi para eles que chorei, gritei, abri meu coração. De cada um retirei um pouco de força para continuar a dura caminhada da vida.
♥ Giovana
Final da carta.
As pessoas ainda me reconhecem na rua, me apontam, dão sorrisos, um tchau, e isso me fortalece. Ainda recebo cartas, mensagens, presentes – claro que hoje com menos frequência, mas ainda recebo, e percebo que ainda existem pessoas com corações bons no mundo. Em uma das últimas cartas que recebi, em fevereiro de 2010, um trecho diz assim: “Você teve uma filhinha que fez o Brasil refletir e é uma santinha que no céu pede muito a Deus por você e sua família. Parabéns pela graça que Deus lhe deu”. Tem como ler isso e não se emocionar?
Agora estou em outra fase difícil, que é o julgamento. Um dia que esperei muito. É uma dor ter de enfrentar tudo novamente, relembrar cada detalhe. Intensifiquei a terapia para poder estar preparada a enfrentar tudo o que virá durante os próximos dias.
Minha força vem da fé que carrego dentro de mim, vem da minha base familiar, muita oração e conversa com Deus.
Quero terminar aqui agradecendo a todos os profissionais competentes que trabalharam desde o começo no caso, desde a delegacia, Instituto Médico-Legal, Instituto de Criminalística, entre outros órgãos;
Aos profissionais que ficaram dia e noite para poder passar a verdade única sobre tudo o que aconteceu. Ao promotor, doutor Francisco Cembranelli, por sua dedicação e competência. À doutora Cristina Christo Leite, minha advogada, pelo empenho e paciência;
A minha família, pela educação e honestidade que me deram, pelo colo, pelo abraço, o ombro, a compreensão e a paciência durante todos estes anos de vida;
Aos meus verdadeiros e grandes amigos por estarem comigo quando eu mais precisei de vocês;
E agradecer a todo o Brasil. A todo mundo que abraçou esta causa, que passou a AMAR e ter minha filha como parte da família, a minha eterna gratidão pela solidariedade.
Obrigada a todos.
Beijos, Carol
♥ Giovana
Beijos a todas e vamos agradecer a vida...e a vida de nossos filhos, fiquem com Deus.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Metade de Mim
Você é minha outra parte
Eu sou tua até morrer,
Não irei suportar se um dia me deixar.
Eu te dou a minha vida,
Por amor e
Por ele não te esquecerei
Serei a tua vida e você a minha,
Se Perder a tua Metade como poderei viver?
Uma metade não viverá sem a outra,
Precisa estar unidas
Para poder viver
Uma depende da outra
Para o amor não morrer.
Metade de te me pertence,
E a outra pertence a ti,
SE me abandonares,
Irei desfalecer.
Autora :Sebastiana Carvalho(cognome: Professora Tânia Carvalho)Belo Jardim,06/06/10
domingo, 4 de abril de 2010
SEMANA SANTA
Semana Santa,
Será que é?
O homem nem lembra
Quem por ele morreu.
Veio ao mundo tão pequenino,
Cresceu, viveu junto a todos nós
Como irmão o nosso menino,
Logo que nasceu
Começou a perseguição.
Emanuel, DEUS conosco!
Já a maldade o consumiu,
A inveja, a ganância destruía
E os poderosos coçavam a matar
Todas as criancinhas.
A idade foi chegando...
Desde pequenino soube o que fazer,
Convivendo com os doutores da lei.
Eles ficavam boquiabertos
Via Nele apenas a verdade
Assim os poderosos logo quiseram destruir.
Mas, era e será sempre o REI.
Só humildade havia
O reino não era da Terra
Contudo, junto ao se Pai
O Criador, O Soberano,
Que rege to Universo.
Perseguido, sem merecer,
Hoje vemos nas criaturas que sofrem.
Humilhado até escorraçado,
Pelo mais nobre do reinado
Entregou-se para salvar
Toda a humanidade.
Sofreu por nós,
Doou-se por nós,
Amou como ninguém...
Não desistiu...
Foi até o Calvário.
Mais na caminhada do calvário
Lutou não desistiu foi até o fim
Ninguém fez nada,
Ainda hoje não fazemos nada por Ele.
Foi pregado na Cruz!
Feridas no ombro,
Vestes rasgadas,
Deram vinagre invés de água
Mas, valente e humilde.
Entregou-se na mão do Pai.
Olhou par o alto com tanta dor,
Disse: “PAI FAÇA SEGUNDO A SUIA VONTADE.”
Obediente até o fim,
Por nós e somos covardes.
Antes de partir para o Pai
Entregou sua mãe Maria
Ao seu discípulo com muito amor.
Eis aqui tua Mãe!
Como se dissesse: Respeite-a,
Ouça-a, não a esqueça.
Deu o último suspiro,
A Terra estremeceu...
Céus e Mares, todos ouviram
E se abalaram.
Nada ficou no lugar ás três horas da tarde
Ele Subiu para o se reinado.
Uns saíram zombando,
O ensinamento nada serviu
Eram homens sem fé
Mas, Ele venceu a MORTE!
Ele é Vitorioso,
O REI DOS REIS,
Não poderá existir outro REI
Só Ele o Soberano
O Salvador!
Autora Sebastiana Carvalho(cognome Professora Tânia Carvalho-Belo Jardim –PE)
04/04/2010
